28/07/2016

Estudantes desenvolvem aplicativo para doação de sangue e medula

O aplicativo tem o cunho social e dá possibilidade de conhecer doadores de sangue ou medula, já que hoje em dia a dificuldade em conseguir um doador compatível é extremamente alta.

Estudantes desenvolvem aplicativo para doação de sangue e medula

No país, milhares de pessoas aguardam na fila por um transplante de órgãos e tecidos. Pensando nisso, e para agilizar o processo de busca e oferta, cinco estudantes desenvolveram um aplicativo que auxilia quem precisa de um órgão. O DoeVida é uma aplicativo onde as pessoas se cadastram, para doar ou até mesmo receber uma doação de sangue e medula óssea. “A pessoa realiza um pequeno cadastro com as informações principais como o nome, endereço, telefone e marca a opção se é doadora ou receptora e tipo sanguíneo” explica Rodney Küster, um dos criadores do software. Matheus Oliveira Jagi, Caian Monteiro, Guibson Oliveira Krause e Michael Vinicius participaram de um Hackaton de desenvolvimento mobile no qual tiveram 24 horas para desenvolver um aplicativo. Os alunos do IFES – Campus Colatina, tiveram a idéia de criar o app DoeVida.   

 

Ele explica também como é o funcionamento do mecanismo, que foi vencedor do concurso de desenvolvimento de softwares em Santa Teresa, organizado pelo Fórum Espírito Livre. “A pessoa é redirecionada a próxima página onde encontrará todos os doadores ou receptores, de acordo com o cadastro que ela fizer, por exemplo, se eu me cadastrar como doador aparecerá para mim todas as pessoas que se cadastraram como receptores e vice-versa”, informa.

 

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RDWEB

O Brasil registrou crescimento nas doações e transplantes de órgãos em 2014, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Foram 7.898 órgãos doados no ano passado, 3% a mais que em 2013. A taxa de doadores também subiu de 13,5 por milhão de pessoas para 14,2 por milhão, no entanto, ficou abaixo da meta proposta pela associação para 2014, que era de 15 por milhão. Além disso, o índice está longe de alcançar o objetivo de 20 doadores por milhão / pessoa até 2017.

 

Rodney informa que o objetivo do projeto é facilitar um encontro mais direto de doadores e receptores, além de ter uma certeza da doação, já que quem se cadastra é porque realmente deseja fazer a doação. Outro problema que dificulta a realização dos transplantes é a falta de autorização da família para a cirurgia. Medida pela chamada “taxa de negativa familiar”, o índice em 2014 ficou em 46%, apenas 1% menor que em 2013. Em alguns estados, o percentual de famílias que não aceitam que um parente doe seus órgãos é ainda maior. Em Goiás, por exemplo, o valor salta para 82%. Em Sergipe, para 78% e no Acre 73%.

 

 

 

 

Atualização e desenvolvimento

 

 

 

 

O DoeVida foi pensado e desenvolvido em 24horas pelos estudantes, mas segundo Rodney eles já estão pensando em atualização para o software. “Já pensamos numa atualização para aprimorar o app, como indicar o hemocentro mais próximo, notificar o usuário quando estiver na data para doar novamente, implementar tipo um ranking de doações por usuário, dicas de alimentação para cada tipo sanguíneo, o doador recebe uma notificação todas as vezes que seu sangue foi utilizado num receptor, enfim, são infinitas possibilidades”, completa.

 

Já na fase final de desenvolvimento o app tem destino certo, já que com o prêmio que recebeu do Fórum Espírito Livre os alunos irão poder aprimorar o DoeVida. João Fernando Costa Junior, CEO da Rede Espírito Livre, explica que os jovens ganharam bolsas de estudos em um curso de pós-graduação em desenvolvimento mobile. “O objetivo é que assim, o aplicativo possa ser aprimorado, já que o código do app é aberto, podendo ser aproveitado por outros projetos, bem como aprimorado para outros fins”, explica João Fernando.